quinta-feira, 10 de novembro de 2011

MEDO DA MORTE E LOUCURA

MEDO DA MORTE E LOUCURA

Já reparaste que tudo o que fazemos tem uma dificuldade subjacente? Qualquer coisa, por mais simples que seja, se torna difícil quando a colocamos em prática. E é impressionante que quando estamos prestes a concluí-la surge mais um empecilho.

Não digo que a vida seja impossível, mas que apresenta nuances de impossibilidade que devemos, a todo o momento, superar. O fator mais imprevisível é justamente sua imprevisibilidade.

Por mais lindas que sejam as cores e formas da natureza, elas morrem. Flores e frutos morrem, árvores e animais morrem. E nós todos morreremos.

Confesso que tenho medo deste momento, por que não sei o que dele esperar. Pode ser o céu ou o inferno, mas também pode ser o nada. Um eterno sono sem sonhos, escuridão silenciosa, onde simplesmente não existimos mais. Isso é terrível, é aterrador para quem ama a vida.

O medo, às vezes, pode se transformar em terror ou pânico. Suas ações físicas, às quais estamos totalmente atentos, deixam-nos em suspenso, por alguns instantes, e torna-se iminente a morte. Um arrepio no couro cabeludo, um frio nos ossos, uma vertigem dos sentidos, mas de repente nada acontece e voltamos à tranqüilidade inicial.

Como esquecer esse momento final que a todos acometerá? Talvez a solidão seja o veneno para essa lembrança constante. Ou não! Talvez seja o antídoto.

Existe coisa pior que estar mal entre as pessoas?

Afinal, quem é o outro? É o amigo, o algoz ou o indiferente? Da dicotomia entre estar só ou acompanhado nasce o mal estar maior e a ambivalência com a vida. Muitas vezes não há opções e somos forçados a viver de maneira insatisfatória, ou acomodados em relações fúteis e vazias ou vivendo totalmente isolados. Nem uma nem outra solução traz a felicidade e o equilíbrio emocional.

Onde encontrar a gênese para tamanho descompasso que afeta tantas pessoas?

Famílias desestruturadas, escolas autoritárias, experiências frustradas, ou simplesmente o mundo errático e brutal?

Crescemos tendo que nos defender do outro, desde crianças, aprendendo com ele a ser também cruéis, inseguros e infelizes. Esse é o legado do mundo a nós, seres humanos. Mas se deixamos o convívio de lado, e nos fechamos em nós mesmos um mal maior nos ronda - a loucura – ativa ou reativa.

De onde surge o sentimento de estranheza em nós? Porque para alguns torna se praticamente impossível conviver em sociedade? Sendo o isolamento o único meio de sobreviver, a exclusão e o sofrimento apenas pioram o papel social dessas pessoas.

Abrir a janela, olhar a chuva que cai lá fora ou deitar, quentinho, e ler um bom livro ou dedicar-se a um hobby prazeroso são as dicas que dou para fugir do medo e da loucura de um mundo maluco que nos joga muito para fora de nós mesmos. Sintonizar-se conosco mesmos é a melhor maneira de sair deste turbilhão enlouquecedor. Olhe-se, sinta-se, ame-se e seja feliz!!!

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